Infelizmente, a classe política do
município de São Paulo foi enlameada por alguns vereadores envolvidos no esquema de
corrupção descoberto a partir da prisão em flagrante de Marco Antonio Zeppini,
denunciado por uma empresária da região de Pinheiros. As evidências que vieram à tona
trouxeram a certeza do envolvimento do alto escalão do serviço público paulistano.
Apesar da pressão popular para a apuração
dos fatos, quando houve a tentativa de se instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI), muitos vereadores votaram contra sua aprovação, sob desculpas, no mínimo
ridículas, onde se diziam 'vítimas' da oposição.
No dia 3 de março de 1999, o projeto da CPI
da "Máfia dos Fiscais", reapresentado pela oposição, foi aceito pela câmara
devido à votação maciça dos vereadores da situação que, a poucas semanas atrás, se
mostravam irredutivelmente aversos à instalação da CPI. É importante lembrar que esses
mesmos senhores, que a poucas semanas atrás estavam contrários à opinião pública,
agora se prestam a dizer que mudaram de idéia respondendo ao anseio de seus eleitores.
Não obstante a aprovação da CPI, a
cobrança de resultados rápidos e precisos não pode, em hipótese alguma, ser esquecida
por aqueles que se preocupam com o respeito devido pelos órgãos públicos. Os
parlamentares, sejam eles do município, do estado ou da União, são as peças mais
importantes no exercício da democracia e devem ser fiscalizados, cobrados e punidos com a
perda dos votos que o elejeram.